Homem-Aranha: Longe de Casa está chegando com o peso do mundo tanto nos ombros de Peter Parker, como nos ombros do filme em si e aqui está nossa crítica.

O primeiro filme da Marvel após Vingadores: Ultimato, Homem-Aranha: Longe de Casa tem uma responsabilidade tripla: Continuar a história de Peter Parker, encerrar a Fase 3 da Marvel e abrir caminho para a Fase 4. Isso dito, o filme nos traz um excitante, ambicioso e um pouco confuso filme de super-herói, muito por conta das performances notáveis de Tom Holland e Jake Gyllenhall.

Homem-Aranha: Longe de Casa acontece após os eventos de Ultimato e acompanha Peter Parker (Tom Holland) enquanto quer dar um tempo da vida de super-herói. Para isso, ele embarca em uma viagem de férias para a Europa com seu melhor amigo Ned (Jacob Batalon), onde também pretende contar seus sentimentos para MJ (Zendaya). No entanto, Nick Fury (Samuel L. Jackson) tem outros planos para o teioso, que vai atrás do heróis para que ele se junte a Quentin Beck, o Mysterio (Jake Gyllenhaal), para enfrentar os Elementais e salvar o mundo, mais uma vez. Tudo isso enquanto Peter Parker ainda sente a perda de Tony Stark e precisa decidir que tipo de super-herói ele quer ser.

O tema de Peter procurando sua identidade vem de Homem-Aranha: De Volta ao Lar e adiciona novos elementos, como a morte de Tony Stark e Mysterio. Por algumas vezes vemos o mesmo Peter Parker do filme anterior, com o roteiro tendo alguns problemas em evoluir o personagem. Isso acontece em grande parte por conta de tudo o que o filme quer mostrar, como a história de Mysterio e as sequências de ação. Ainda assim, é um passo lógico para um Peter Parker que se vê em um mundo cheio de super-heróis, para perceber que ele pode ser a última esperança da Terra. Além disso, os demais aspectos são convincentes o suficiente para que esse ponto passe despercebido para a grande maioria dos fãs.

Mysterio, por exemplo, é um elemento convincente que tanto reforça quanto afasta Peter de suas convicções na busca de sua identidade. A execução do enredo de Mysterio não é perfeita, mas funciona muito bem, em parte graças à excelente performance de Jake Gyllenhall, que torna a experiência verdadeiramente divertida. Gyllenhall carrega na tela o carisma e seriedade de um mentor para Peter Parker. Tom Holland, por sua vez, continua a trazer o charme amável para um Peter Parker com o peso do mundo em suas costas. O Romance de Peter Parker e MJ mantém aquela sensação de colegial e o filme, em geral, tem grande apoio do sólido elenco de suporte.

De maneira geral, Homem-Aranha: Longe de Casa é um ótimo filme, apesar de levar um tempo para realmente engrenar e ser passível de alguma crítica. A primeira parte do filme fica totalmente nas costas de Peter Parker e seus amigos, além de dar uma rápida explicação sobre o atual estado do MCU, que pode confundir alguns espectadores ocasionais. Já o segundo e terceiro atos empurram os limites do que os espectadores esperam com a ajuda de grandes cenas de ação, além de conexões espetaculares com o MCU em geral. Mesmo não sendo tão bem escrito quanto Homem-Aranha: De Volta ao Lar – o que é compreensível, quando levamos em conta o número maior de coisas que o filme quer mostrar -, ainda é exatamente o tipo de experiência que os fãs do MCU esperam.

Homem-Aranha: Longe de Casa é um filme que os fãs do MCU precisam ver e oferece um experiência completamente diferente dos últimos filmes da Marvel, como Capitã Marvel e Vingadores: Ultimato. É um filme que consegue balancear muito bem uma história focada em um personagem (Peter Parker) que, ao mesmo tempo, está incluída e referencia um universo maior. Homem-Aranha: Longe de Casa é mais um grande filme de super-herói que, talvez, vá te deixar mais empolgado pelo que virá a seguir. Tanto para o Homem-Aranha, quanto para o MCU.

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