Rami Malek insistiu que seu vilão de Bond 25 não fosse um terrorista religioso. O papel de um vilão de James Bond carrega muito peso com ele e, para muitos fãs, a qualidade de um determinado filme de Bond se relaciona quase exclusivamente com o inimigo que ele está prestes a enfrentar.

Embora ainda não tenhamos um título exato para o próximo filme da saga 007, um vilão está definido desde o final de 2018. Esse vilão, como o mundo agora sabe, é o astro do Bohemian Rhapsody e vencedor do Oscar, Rami Malek. É um papel que qualquer ator adoraria assumir – juntando-se a uma longa lista de vilões icônicos em uma franquia que continua a evoluir e se transformar em resposta ao mundo em que vivemos. Enquanto alguns vilões da franquia Bond deixaram o público não tanto animados, a verdade é que tem havido vilões memoráveis desde o início da franquia, e fazer parte desse legado específico tem se tornado cada vez mais uma prioridade para os atores conforme a série cresce.

Com Malek, no entanto, o conceito de ser um vilão de Bond era mais do que apenas emprestar-se a um papel designado. Para que o retrato funcionasse realmente em um nível moral, Malek estava convencido de que uma questão não seria ignorada. De acordo com o The Daily Mirror, a maior preocupação de Malek quando se encontrou com o diretor de Bond 25, Cary Fukunaga, foi de que ele não tivesse sido convidado para interpretar um terrorista religioso ou fundamentalista árabe. Os medos do ator de 38 anos foram dissipados, no entanto, quando Fukunaga lhe assegurou que ele não tinha tal plano em mente. Malek disse:

É um ótimo personagem e estou muito animado. Mas isso foi uma coisa que discuti com o Cary. Eu disse: ‘Não podemos identificá-lo com qualquer ato de terrorismo que reflita uma ideologia ou uma religião. Isso não é algo que eu iria gostar, então se é por isso que eu sou sua escolha, então você pode me deixar de fora’. Mas isso claramente não era sua visão. Ele é um tipo muito diferente de terrorista. É outro roteiro extremamente inteligente das pessoas que descobriram exatamente o que as pessoas querem nesses filmes. Mas sinto um peso substancial nos meus ombros. Quero dizer, Bond é algo com o qual todos nós crescemos.

x